Maurício de Sousa espalhou 91 estátuas por SP. O que essa ação ensina ao empresário sobre construção de marca, comunidade e pertencimento? Descubra aqui.
Em julho de 2026, Maurício de Sousa e a Turma da Mônica invadiram São Paulo. Noventa e uma estátuas dos personagens mais queridos do Brasil ocuparam praças, parques, bibliotecas e centros culturais da capital paulista. A iniciativa celebrou os 90 anos do cartunista.
Inicialmente, a exposição duraria 30 dias. Entretanto, o sucesso da ação levou a Prefeitura de São Paulo a estender o período até 24 de agosto. Assim, as estátuas permaneceram mais de 50 dias pelas ruas da cidade.
Agora que as peças temporárias deixaram São Paulo, surge uma pergunta importante: o que ficou?
Ficou um banco de bronze permanente na Avenida Paulista, com o MASP ao fundo. Além disso, ficou uma série de lições sobre marca, comunidade e pertencimento.
Para o empresário, portanto, a ação representa muito mais do que uma homenagem cultural. Afinal, ela mostra como uma marca pode ocupar espaços, criar experiências e construir memória afetiva.
A Prefeitura de São Paulo, a Secretaria Municipal de Cultura e o Instituto Mauricio de Sousa organizaram a exposição em parceria.
Ao todo, a ação apresentou 91 esculturas de 30 personagens. As peças apareceram em versões clássicas, douradas e prateadas e chegaram a diferentes regiões da capital.
Entre os destaques estavam a Mônica Toy, na Praça da Sé; a Magali, na Praça da República; o Chico Bento, no Viaduto do Chá; o Penadinho, no Edifício Copan; e o Paulistinha, personagem criado especialmente como homenagem a São Paulo, em frente à Prefeitura.
Além das estátuas, três infláveis gigantes ocuparam pontos importantes da cidade. O Sansão apareceu na Biblioteca Mário de Andrade. O Bidu ficou em frente ao Theatro Municipal. Já Mauricio de Sousa ocupou o Centro Cultural São Paulo.
O resultado chamou a atenção do público. Por isso, a Prefeitura prorrogou a exposição por mais três semanas, até 24 de agosto.
O grande diferencial da ação, contudo, não estava apenas na quantidade de estátuas.
A exposição também incorporou uma estratégia de gamificação. Cada estátua apresentava um QR Code que levava o visitante a uma plataforma digital com mapa interativo, missões, quizzes e sistema de pontuação.
Dessa forma, a exposição deixou de oferecer apenas uma experiência visual. O público passou a explorar a cidade, cumprir desafios e disputar posições no ranking.
Consequentemente, os visitantes assumiram um papel ativo na experiência. Os melhores colocados receberam produtos exclusivos, assinaturas de gibis e visitas à sede da MSP Estúdios.
Além disso, o Instituto Mauricio de Sousa doou 22 mil gibis e 800 livros. As instituições distribuíram esse material gratuitamente pelas 54 bibliotecas de bairro e pelas 58 bibliotecas nos CEUs da capital.
Assim, a iniciativa reforçou uma das principais premissas do Instituto: estimular o hábito da leitura e contribuir para a formação de novos leitores desde a infância.
A gamificação Caça às Estátuas terminou em 1º de agosto. Mesmo assim, o público continuou visitando as esculturas até o encerramento da exposição, em 24 de agosto.
As 91 estátuas tinham caráter temporário. Entretanto, um elemento da ação ganhou um lugar permanente em São Paulo: o banco de bronze instalado em frente ao Parque Trianon, na Avenida Paulista, com o MASP como cenário.
O artista Edu Santos criou a obra, que pesa 450 quilos. O banco mede 2,90 metros de largura, 1,30 metro de altura e 1,01 metro de profundidade.
Nele, Mauricio de Sousa aparece sentado ao lado de sete personagens icônicos: Mônica, Magali, Cebolinha, Milena, Cascão, Bidu e Horácio.
Portanto, São Paulo ganhou um novo ponto de encontro ligado à Turma da Mônica. Ao mesmo tempo, a marca Maurício de Sousa ganhou um endereço permanente na cidade.
Essa diferença entre o temporário e o permanente traz uma das principais lições da ação.
Uma exposição dura semanas. Uma obra permanente dura gerações. A marca que sabe criar momentos também precisa saber criar monumentos.
Maurício de Sousa fez os dois — e não por acaso.
A exposição oferece pelo menos cinco grandes lições para quem administra uma empresa, desenvolve uma marca ou trabalha com relacionamento com clientes.
A Turma da Mônica não existe apenas dentro da MSP Estúdios. Ela também vive na memória de milhões de pessoas que cresceram com seus personagens.
Segundo Rafael Piccin, líder de live experience da MSP Estúdios, a ideia surgiu da tentativa de fazer o público lembrar da proximidade com os personagens.
Em outras palavras, a marca voltou para as mãos das pessoas. Literalmente, ela apareceu nas ruas onde elas vivem, circulam e constroem suas próprias histórias.
Para o empresário, a lição é clara: marcas que atravessam décadas não dependem apenas de comunicação. Elas crescem por meio das experiências acumuladas por quem usa, consome e recomenda.
Em um mundo saturado de conteúdo digital, Maurício de Sousa escolheu ocupar o espaço físico da cidade.
Como resultado, famílias percorreram bairros diferentes. Crianças encontraram personagens que antes existiam apenas nos gibis e nas telas. Além disso, a ação estimulou o público a conhecer regiões que talvez nunca tivesse visitado.
Assim, a marca deixou de ser apenas um elemento de comunicação. Ela passou a fazer parte da experiência urbana.
Para as empresas, existe uma oportunidade importante nessa estratégia: o digital aproxima, mas a experiência presencial pode aprofundar o vínculo.
Os QR Codes presentes nas estátuas convidavam o público a agir.
Quem escaneava o código podia acumular pontos, completar missões e disputar posições no ranking. Dessa maneira, o visitante deixou de observar a exposição de forma passiva.
Ele passou a participar da história.
Consequentemente, a marca ganhou mais oportunidades de interação com o público.
Para empresas de diferentes segmentos, essa lógica também funciona. Afinal, clientes participativos tendem a criar uma relação mais profunda com marcas que oferecem experiências, desafios e oportunidades de interação.
A MSP Estúdios, o Instituto Mauricio de Sousa e a Prefeitura de São Paulo uniram esforços para realizar a ação.
Cada parceiro contribuiu com recursos, conhecimento e estrutura próprios. Dessa forma, todos ampliaram a capacidade de entregar uma experiência de grande alcance.
Sozinha, cada organização teria limitações diferentes. Juntas, elas criaram uma iniciativa capaz de ocupar diversos espaços da cidade.
Por isso, essa estratégia também dialoga diretamente com o conceito de intercooperação.
Cooperativas de trabalho e outras organizações podem encontrar nessa lógica uma inspiração: unir competências para alcançar resultados que seriam mais difíceis de obter individualmente.
As 91 estátuas deixaram as ruas. A gamificação terminou. Os infláveis também foram embora.
Entretanto, o banco de bronze permaneceu na Avenida Paulista. Além disso, 22 mil gibis chegaram às mãos de crianças e a experiência renovou uma memória afetiva construída ao longo de décadas.
Essa é uma diferença fundamental entre campanha e estratégia de marca.
Uma campanha possui data para começar e terminar. Já uma estratégia consistente procura deixar algo depois que a ação termina.
Em resumo, o legado mostra se uma iniciativa conseguiu ultrapassar o momento e entrar na memória das pessoas.
Existe um paralelo interessante entre a trajetória de Maurício de Sousa e alguns valores presentes no cooperativismo.
Desde o início, sua obra trabalha temas coletivos como amizade, diversidade, pertencimento e resolução conjunta de problemas.
A Turma da Mônica raramente apresenta um herói completamente isolado. Em vez disso, um grupo enfrenta desafios em conjunto. Cada personagem possui características próprias e, justamente por isso, contribui de maneira diferente para a história.
Além disso, a escolha de ocupar espaços públicos gratuitos em diferentes regiões de São Paulo aproxima a iniciativa do Princípio 7 do cooperativismo — Interesse pela Comunidade.
A MSP Estúdios poderia ter concentrado a experiência em um espaço fechado e pago. Entretanto, a organização escolheu levar os personagens para as ruas.
Essa decisão amplia o acesso e cria uma experiência coletiva.
Portanto, existe uma conexão importante entre marca, comunidade e cooperativismo: quando uma organização cria valor para além de seus próprios interesses, ela também fortalece sua relação com a sociedade.
Nesse sentido, essa escolha pode contribuir para a construção de uma reputação sólida no longo prazo.
Pertencimento não nasce apenas de uma campanha publicitária.
Ele surge quando as pessoas conseguem se reconhecer em uma marca, em seus valores e nas experiências que ela proporciona.
Nesse sentido, a ação da Turma da Mônica apresenta uma estratégia poderosa. Em vez de pedir que o público fosse até um espaço específico para encontrar a marca, a marca foi até o público.
Ela ocupou praças, bibliotecas, parques e pontos conhecidos da cidade.
Além disso, a gamificação estimulou as pessoas a circular, descobrir lugares e compartilhar experiências.
Por isso, o caso mostra que uma marca pode construir pertencimento de várias maneiras: por meio da memória, da presença física, da participação e da contribuição para a comunidade.
O caso Maurício de Sousa mostra que grandes marcas não vivem apenas de campanhas.
Elas precisam criar experiências que façam sentido para as pessoas. Mais do que isso, precisam encontrar maneiras de permanecer relevantes depois que uma ação termina.
A exposição temporária chamou atenção. A gamificação aumentou a participação. Os gibis ampliaram o impacto social. E o banco de bronze criou um símbolo permanente.
Cada elemento cumpriu uma função.
Juntos, eles transformaram uma comemoração de 90 anos em uma experiência de marca com diferentes camadas.
Para o empresário, fica uma pergunta simples:
Depois que sua próxima campanha terminar, o que vai permanecer?
Essa pergunta pode revelar muito sobre a força da sua estratégia de marca.
No fim, a grande força da ação está na combinação entre memória, experiência e comunidade.
Primeiro, a Turma da Mônica trouxe personagens conhecidos para o espaço público. Depois, a gamificação convidou o público a participar. Além disso, a distribuição de livros e gibis ampliou o impacto da iniciativa.
Por fim, o banco de bronze criou um símbolo físico capaz de permanecer na cidade.
Dessa forma, a estratégia conectou passado, presente e futuro.
A marca relembrou sua história de 90 anos e, ao mesmo tempo, criou novas memórias para as próximas gerações.
A ação apresentou 91 estátuas de 30 personagens diferentes, distribuídas pelas regiões Centro, Norte, Sul, Leste e Oeste da capital.
As peças apareceram em três versões: clássica, dourada e prateada.
Além disso, três infláveis gigantes ocuparam pontos importantes da cidade: Sansão na Biblioteca Mário de Andrade, Bidu em frente ao Theatro Municipal e Mauricio de Sousa no Centro Cultural São Paulo.
A exposição começou em julho de 2026 e tinha duração inicial de 30 dias.
Entretanto, a grande adesão do público levou a Prefeitura de São Paulo a prorrogar a mostra até 24 de agosto.
Assim, as estátuas permaneceram mais de 50 dias pelas ruas da cidade.
Já a gamificação Caça às Estátuas terminou em 1º de agosto e não acompanhou a prorrogação da exposição.
O principal legado permanente é o banco de bronze instalado em frente ao Parque Trianon, na Avenida Paulista, com o MASP como cenário.
O artista Edu Santos criou a obra. Ela pesa 450 quilos e mede 2,90 metros de largura.
No banco, Mauricio de Sousa aparece ao lado de sete personagens: Mônica, Magali, Cebolinha, Milena, Cascão, Bidu e Horácio.
Além disso, o Instituto Mauricio de Sousa doou 22 mil gibis e 800 livros para distribuição gratuita pelas bibliotecas municipais de São Paulo.
A Caça às Estátuas foi uma plataforma digital gratuita integrada à exposição.
Cada estátua apresentava um QR Code. Ao escanear o código, o visitante acessava um mapa interativo, missões, quizzes sobre os personagens e sobre São Paulo e um sistema de pontuação.
Os participantes também podiam disputar posições em um ranking geral.
Como recompensa, os melhores colocados receberam produtos exclusivos, assinaturas anuais de gibis e visitas à sede da MSP Estúdios.
A gamificação terminou em 1º de agosto de 2026.
A ação apresenta cinco lições principais:
Portanto, empresas de diferentes portes podem adaptar esses princípios às suas próprias estratégias de marca.
A obra de Maurício de Sousa trabalha valores coletivos como amizade, diversidade, pertencimento e resolução conjunta de desafios.
Além disso, a decisão de ocupar espaços públicos gratuitos em diferentes regiões da cidade se aproxima do Princípio 7 do cooperativismo: Interesse pela Comunidade.
Por isso, o caso apresenta uma conexão interessante entre marca, participação social e comunidade.
Uma organização que escolhe construir valor junto às pessoas pode fortalecer sua legitimidade e sua reputação no longo prazo.
As estátuas foram embora. O banco de bronze ficou.
Os gibis chegaram às mãos das crianças. Além disso, a experiência renovou uma memória afetiva construída ao longo de décadas.
Essa é a diferença entre uma campanha e uma estratégia de marca: a campanha tem prazo de validade, mas a estratégia pode deixar algo permanente no mundo.
Noventa anos depois da criação de Bidu, Maurício de Sousa continua mostrando que uma marca forte não depende apenas de personagens conhecidos.
Ela depende de histórias, experiências, comunidade e pertencimento.
E essa talvez seja a principal lição para qualquer empresário: crie uma marca que as pessoas não apenas reconheçam, mas também sintam que faz parte da vida delas.
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